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domingo, 24 de fevereiro de 2013

† Tentando Voltar, Dramas e Pesagem †

Já  havia anunciado que voltaria, mas não, não voltei como gostaria de ter voltado.

Não faltou oportunidades nem vontade, mas simplesmente não quis voltar aqui para despejar uma grande quantidade de problemas pessoais e situações que ainda me doem falar.
Resumindo: aconteceram comigo e com meu namorado coisas que beiraram o absurdo, afastei-me de alguns amigos, sofri um acidente de ônibus, tive situações de conflitos familiares, minha tia-avó teve uma piora no quadro de saúde, meu pai surtou me agredindo verbalmente, tive que voltar as pressas para meu apartamento e minha mãe está pedindo divórcio (o que achei bom, apesar de todas complicações).

Tive crises de ansiedade, ataques de pânico, gastrite a níveis alarmantes e, nestes últimos 3 dias, uma TPM tão forte que me fez pensar seriamente em procurar um médico.

Passei por dias de quase jejum, a base de gelatina diet e cappuccino diet, tive vômitos por consequência do nervoso, tive compulsões e recentemente, por causa de uma TPM desenfreada, comi quase uma caixa de bombons da Nestlé inteira.

Mas não são tudo más notícias. Quero dizer algo bom: quando voltei do carnaval e me pesei, deparei-me (em totalmente surpresa) com 63,5 kg e estar com o IMC abaixo de 20 pela primeira vez em 3 anos é muito gratificante.

Porém tenho uma grande incerteza sobre ter conseguido ou não manter esse peso por conta das compulsões e chocolates. Honestamente, estou com muito medo de me pesar, descobrir que engordei e voltar a um ciclo de nervoso -> compulsões -> aumento de peso -> nervoso -> compulsões...


E para não terminar com apenas energias negativas este post, fui experimentar um shorts na Renner e o habitual 40 ficou imenso. Foi aí que descobri que até mesmo o 38 fica larguinho, mas perfeito para meu ego, inspiração e conforto.

Ah, uma senhora me abordou perguntando se eu era modelo! Estou longe ainda dessa pretensão, mas é sempre bom ouvir <3


Beijos Bonecas!
(Um pouquinho mais de tempo e volto a comentar o blog de vocês).

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

† Eu Voltei: Antes e Depois. Depressão. Efeito Platô. Praia. Efeito Sanfona. Proteína Pura. †

 Dá uma tamanha vergonha de admitir, mas eu realmente havia abandonado o blog.
E não sei por que fiz isso. O blog e tod@s @s garot@s que sempre liam meus posts e compartilhavam suas experiências é que me davam a força para continuar, mas a depressão me derrubou por alguns meses.

Ainda estou me sentindo apática, sem energia, desanimada. Mas quero retomar o controle da minha vida novamente.
Quanto a minha saúde, consatei que tenho um sopro, mas nada grave que requeira intervenção de medicamentos ou cirurgia. Embora meus exames de dezembro indicasse que eu estivesse bem, estou começando a perceber alguns sinais de anemia.
Desde meu desmaio venho adiando meu retorno aqui e nos demais afazeres diários. Espero que este seja o primeiro passo do meu reestabelecimento. Eu cansei de estar cansada.

Nestes últimos meses conheci o tal temível efeito platô. Para quem ainda não se deparou com esse terrível inimigo, saiba que seu super-poder é congelar o ponteiro da sua balança.
Este foi certamente um dos motivos do meu desânimo nos últimos meses. Por mais que você siga todas as regras para emagrecer, em um determinado momento seu peso se estabiliza. Não adianta diminuir ainda mais o prato pois o organismo aprendeu a viver bem com as calorias fornecidas no período da dieta e armazenou gordura suficiente para mantê-lo funcionando. Também não adianta malhar em dobro. Parece terrível? Sim, é!

Mesmo com LF, NF e exercícios, não saia dos exatos 67,400 Kg.
Meu corpo estagnou nessa faixa de peso e não havia tática que me trouxesse alegrias na próxima pesagem. Passei quase dois meses com este número. Então chutei o pau da barraca, enfiei o pé na jaca: Comi de tudo e muito por quatro dias para tentar tirar meu metabolismo da zona de alarde e tentar retomar o emagrecimento na próxima semana. Engordei 600 kg.

O desespero era total: não bastava a dificuldade em emagrecer, eu havia engordado! Resolvi começar um regime de proteína pura como uma medida urgente mas não cheguei a suportar três dias de dieta.
Fui vegetariana por sete anos e hoje meu consumo de carne é mínimo, meu organismo passou a rejeitar o alimento, fazendo que eu passasse três dias vomitando e com fortes dores de cabeça.
O resultado foi um fortíssimo resfriado e, para minha total surpresa, 66,600 kg na balança.

 Mantive esse peso por quase 10 dias até que me surgiu um convite para ir com meus sogros para a praia. Céus, a quanto tempo não ia para praia!
Vestir um biquini foi uma crise: me senti ridícula mesmo com meus novos números e a sensação só se aprofundou quando me deparei com meninas com corpos absurdamente magros e lindos.

 A praia não me trouxe apenas a velha sensação de ser o patinho feio, mas uma variedade de novas comidinhas pouco saudáveis e a obrigação de acompanhar uma família que tem o hábito de comer muito em todas as refeições.
Casquinha de siri, iscas de peixe, camarão empanado, batata frita, lagosta, massas, chocolates e jantares me levaram em apenas 3 dias até os 68 kg novamente. Chorei a noite toda, mas ficou a lição: o que é a alimentação "normal" de uma pessoa, para mim passou a ser excesso.

Ao retornar para minha cidade, repeti a dieta de proteínas, porém desta vez meu organismo reagiu bem durante os cinco dias da dieta.
É uma dieta entediante e bem restritiva, principalmente para quem não gosta de carnes ou não tem muita estima por cozinhar como eu, porém incontestavelmente eficaz. E por mais que os dias custem a passar, vale a pena.
Alimentei-me basicamente de café com leite e adoçante durante a manhã, almocei peito de frango grelhado com um ovo cozido e jantei um mousse de gelatina diet com iogurte desnatado natural, intercalando as refeições com gelatina. Cheguei aos 66 kg, minha primeira meta está cumprida.

Estou indiscritivelmente feliz por ter vencido o efeito platô por mais que ainda meu corpo não esteja ideal segundo meus padrões de beleza. Porém estou me sentindo mais "leve", mais satisfeita com a grossura das minhas pernas, braços, cintura; mesmo ainda visando perder oito quilos e afinar realmente estas partes. Minhas costelas estão mais salientes e meu collar bones um pouco mais destacado, mas ainda meus culotes me encomodam e muito.

E para comemorar minha volta, deixarei por alguns dias (por uma questão de anonimato e privacidade) o comparativo de duas fotos minhas, uma agora de fevereiro, com 66 kg e uma de outubro, aos 74 kg quando iniciei a dieta.

(IMAGEM REMOVIDA ;) )

Percebi minhas coxas e braços mais finos, meus joelhos menores, ombros e quadril mais estreito. Percebi que meu rosto mudou, tendo menos bochecha XD

Um muito obrigado a quem sentiu minha ausência, aos novos leitores nesse período de inatividade e espero que esse longo texto cheio de reviravoltas, decepções e conquistas, inspire quem está enfrentando os mesmos problemas que eu: efeito platô e efeito sanfona. 

A vida é sua, o corpo é seu, a boca é sua, a força de vontade é sua. É somente você quem decide quem você vai ser.

Beijos, Bonecas ;*


sábado, 8 de dezembro de 2012

† Questões de Altura †

Algo que me chateou na última vez que vi meus parentes é que ninguém comentou que eu estava mais magra. Muitos falaram que eu estava mais bonita, mas ninguém falou nada a respeito de peso. Eu sinto que meu rosto está mudado em alguns traços, como o contorno dos maxilares e linha do nariz, estou satisfeita com isso. Uma das coisas que mais me agradam na magreza é os olhos grandes que acompanham. Acho encantadores e estou ansiosa para conquistar os meus.

Um dos aspectos que tenho saudades de quando era magra é a atenção que isso atraia para mim. Sei, é mesquinho, mas eu gosto de atenção. É coisa de ego.
Gostava das pessoas preocupadas com minha fragilidade e falta de apetite. Como uma boneca de porcelana que fosse quebrar na primeira ventania ou uma daquelas damas antigas que no primeiro sinal de estresse ou cançasso colocavam a mão no peito e desfaleciam.

Tenho 1,80m de altura e, junto ao meu porte físico "fortinho", faz com que me sinta um rinoceronte. Isso me incomoda, principalmente quando algumas amigas - mais gordas que eu, porém baixinhas - brincam que não gostam de me irritar pois eu poderia quebra-las ao meio com todo meu "tamanho". Isso me faz sentir um lutator de MMA, de luta livre, qualquer coisa de proporções épicas, monstruosas, guturais, um minotauro!


Será que alguém alto sempre será visto como uma mamute e sempre uma pessoa baixa será vista como um corpo frágil mesmo usando um manequim constrangedor? #AnaAbraOsOlhosDelas.

Reparo que muitas bonecas que também tem blogs Ana tem menos de 1,65m. Às vezes me fazem sentir obesa chegando aos 58 kg diante de suas metas muito (MUITO!) abaixo dos 50 kg. Ter uma altura muito acima dos padrões confunde demais quando falamos de "tamanho".

Espero que com a mudança de minhas formas posso ir perdendo esse estigma, mesmo que seja só da minha mente. Sei lá.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

† FOME e Hospital †

Para quem acompanhou meu post ontem, tenho alívio de dizer que o cateterismo foi um sucesso e minha tia-avó já foi liberada para voltar para sua casa. Obrigada pela energia positiva, vocês são puro amor <3

Meu dia começou bem leve. Novamente comi apenas uma fruta no café-da-manhã e espero tornar isso um saudável hábito. No hospital, enquanto estávamos na sala de espera, minha prima, minha mãe (ambas em dieta) e meu namorado iniciaram uma conversa dizendo o quanto eu era sortuda em ter pernas grossas.

Sortuda?! Pernas grossas são um traço genético de minha família e, consequentemente, acham bonito o que lhes é espelho. Trocaria tranquilamente minhas pernas grossas por um par de pernas fininhas, mas não defendi essa tese para evitar alarde.

Sim, queria novamente ser como as modelos e suas formas esquálidas que todo mundo critica. Hoje faço isso por mim, não pela aceitação do mundo. Em três fases de minha vida entrei num quadro de anorexia grave com IMC menor que 16 e, acreditem, as pessoas tem tanto preconceito com um anoréxico quanto com um leproso. Como se pegasse ao toque.
Mal sabem eles que anorexia é algo que se pega pelas idéias, não por usar o mesmo copo ou talher. Coisa que se pega quando o mundo te rejeita, abri uma revista ou vê TV.


Naquele ponto não me sentia "bonita", sabia que havia passado do limite a uns 6 ou 8 kg atrás. Ah, se fizessem idéia de quanto complexo pode ser não veriam como mera futilidade de "não comer para emagrecer". Perdemos o controle de nosso bom senso e toda caloria parece absurdamente assustadora.

Antes da minha tia-avó ter alta fomos almoçar numa churrascaria. E não pense que foi um grande sacrifício ou tentação: eu não gosto de comer carne vermelha. Foi mais um passeio de índio que um teste de força de vontade. Servi-me apenas do buffet e, consequentemente, nunca paguei tanto por folhas de alface.

Como já era inevitável, a tarde fui tomada por uma fome aterradora, tive vontade de comer até o banquinho da cozinha caso tivesse poucas calorias. Acabei comendo duas fatias de peito de peru light para tapiar o monstro pois um pouco mais cedo tive desejo de comer doce e optei pelas calorias de um picolé de fruta e um cookie integral.

Desde o início do blog (8 dias) estou numa dieta de restrição calórica e não havia até então "passado fome". Espero que seja apenas o efeito colateral da minha visita à churrascaria.

  
† DIETA DE QUINTA-FEIRA †
Café da Manhã: 2 Fatias de Abacaxi Finas (70 kcal)
Almoço: Alface + Beterraba + 1 Pedaço Médio de Mandioca (125 kcal)
Sobremesa: 1 Picole de Abacaxi (70 Kcal)
Café da Tarde: 1 Torrada Light + 1 Cookie Integral (70 kcal)
Belisco: 2 Fatias de Peito de Peru Light (25 kcal)
Jantar: 1 Fatia de Queijo Branco (60 Kcal)
Calorias Ingeridas: 410 Kcal

Foi mais um dia sem compulsões e estou me sentindo bem ambientada com a redução de calorias no café-da-manhã, mesmo sendo minha refeição predileta. Porém estou extremamente desapontada sobre como estou gastando minha cota de calorias diárias, repensarei e me esforçarei mais para amanhã.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

† (MUITO) Boas Novas e (MUITA) Chuva †

Segunda-feira saí tarde de casa para caminhar.
E caminhei 10 km. Não costumo caminhar tanto assim e não fiz isso por punição, por desespero, por conciência pesada. Fiz isso por que acho gostoso caminhar, principalmente quando a noite esta fresca, com o vento balançando os cabelos e o céu rosado da chuva, com flashs de luzes cortando-o uma vez ou outra.

Fazia alguns dias que não ia caminhar por conta do calor excessivo. Caminhar é algo que faz bem para mim, quando ponho os fones de ouvido e só existe eu e a música.

No caminho da volta para casa passei no supermercado para procurar pelo tal do Chá de 27 Ervas, não o encontrei mas encontrei-me com a balança. Ah, monstro cheio de números!
Havia prometido para mim mesma que me pesaria apenas as sextas-feiras. Não pensem que é uma forma de controle ou para não criar uma obcessão com meu peso, é apenas medo. Medo de ver que eu engordei e o meu esforço havia sido em vão.

A pisei em um pé, depois, em outro. Aí abri os olhos: 68 Kg. 68 Kg? 68 Kg!!!
Emagreci 1,5 kg em 4 dias de LF de até 600 kcal, sem exercícios físicos e com comida italiana da mamãe. Não sei como descrever como estes números me deixaram feliz. Sim, sei que ainda estou com 68 kg, mas pensar que posso perder 1,5 kg em quatro dias me renova a esperança em chegar ao Natal com minha primeira meta alcançada: 66 kg.

Senti-me tão aliviada, com a alma leve. Nem me importei com a chuva que me encharcava no caminho de volta. Estava feliz. Estava recompensada. Reencontrei minha fé.


Nós podemos controlar nosso corpo e desejos, podemos escolher que números a balança irá nos mostrar. Tudo depende de força de vontade e fé. Depende do quanto você acredita em você mesmo e a capacidade de dia após dia, nos sucessos e nos fracasos, não deixar seus objetivos escaparem de entre os seus dedos.
Somos fortes por que temos um sonho e apenas a nossa descrença ou preguiça podem nos roubar. Ninguém pode dizer que não vale a pena, ninguém pode dizer que não vai alcançar. Nós já traçamos metade do caminho, sabemos onde queremos chegar.

ACREDITEM.

sábado, 1 de dezembro de 2012

† Carta à Ana I e FDS †

† CARTA À ANA I †

Querida amiga, nos conhecemos quando eu tinha 13 ou 14 anos. E nessa época nem ao menos sabia que poderia lhe chamar por um nome. Fomos apresentadas em um daqueles dias terríveis em que o mundo faz com que você perca a fé. Eu não tinha amigas, odiava a todos com a mesma intensidade que odiava a mim.
Eu era a garota marginalizada, a estranha. Aquela que sempre leva a bolinha de papel com cuspe nos cabelos, que leva empurrões ao som da detestável melodia infantil "gorda-baleia, saco de areia...".
Éramos iguais nesse mérito: todos nos olhavam torto e cochichavam coisas obscenas a nosso respeito. Não precisou muito para que fossemos apresentadas e você, cúmplice, sussurrasse ao meu ouvido que o mundo me odiava por que eu me transformei em uma criatura repugnante: um corpo desforme, vaidades de um menino, roupas de criança, cabelos desgranhados
  Que amiga detestável você foi. Como ousava dizer tudo aquilo que até meus queridos pais se negavam a enxergar? Uma avalanche desmoronava sobre mim e não via para onde correr, então me deixei soterrar, aceitando o conforto da escuridão. Querida amiga, eu queria te matar.
No escuro fiquei imóvel por semanas, encasulando a aberração que eu era. Mesmo com as janelas do meu quarto fechadas, você ainda invadia minha alma para atormentar-me na cama. Sua voz era um soluço eterno: monstro, monstro, monstro...
Criei forças e encarei seus olhos amarelos: amiga me diga o porque de tanta amargura?
" Ahhh, criança! Não tenho em mim nenhuma amargura. Não vê o mundo? Ele é cruel e te devora. Não vê como está apetitosa? É um prato cheio para toda a agressividade dos jovens! São idiotas assim que eles procuram para fazer a próxima piada sem se importar o quanto tudo isso dói em você. É uma porca gorda e eles estão ansiosos para petiscar você na próxima ceia. E o que você faz? Sente dó de si enquanto chora e toma sorvetes. Por quanto tempo será a vítima do mundo? Por quanto tempo deixará que eles tenham o controle de sua vida?".
Ana me despertou naquele momento, me arrancando pelos cabelos da cama, escancarando todas as janelas. Começava uma revolução. 

Te amo, minha odiável amiga.
† Porcelain †

Espero que tenham gostado da crônica. Quero fazer uma pequena série autobiográfica falando sobre mim e minha longa história com a Ana. Acredito que alguns possam se identificar.
 
Agora a parte dois do post ;) 

Não sei se amo ou odeio os fins de semana. Posso passar mais tempo com meu amor e temos certamente programas mais interessantes, como cinema, viagens e barzinhos. Mas todos esses programas envolvem algo em comum: Comida. Muita Comida. Continentes de Comida.

Obviamente meu namorado não sabe sobre a Ana e estou certa que isso o zangaria como a qualquer um que nos ame. Tento disfarçar acompanhando-o no junkfood nestes dias mas sei que isto é o que atrasa o resultado de meus muitos esforços. Esta é minha encruzilhada.


Como não bastasse a vigilância do amado, sábado foi o aniversário do meu pai, o que inclui voltar a casa da minha querida e gulosa família. Riam da tragédia alheia: minha mãe é doceira. Estou agora trancafiada no paraíso dos confeitos de chocolate. Tirem-me daqui! Nunca precisei de tanto controle e distração.

FORÇA PORCELAIN.

* Estou viajando, essa é uma publicação agendada.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

† Medo da Balança e Blogs Amigos †

Esse post poderia chamar "boas novas" também, não é ótimo?

Tenho que admitir uma (das minhas muitas) fraquezas: Eu tenho medo de balança.
Toda vez que ponho o pé em uma é quase como se eu estivesse entrando numa caverna assombrada em plena meia-noite, sem tocha, zarabatana ou água benta.
Medo de encarar os números e descobrir que engordei. E por conta desse medo passei mais de dois anos sem me pesar, apenas tendo uma idéia de meu peso pelas minhas roupas. Essa foi a maior burrice da minha vida. Engordei e não vi, fui deixando apenas fluir até que em agosto fui obrigada a encarar minha inimiga e me vi 8 kg mais gorda. Mais imensa. Mais baleia.

Foi então que comecei a minha dieta visando o peso perdido de 3 anos atrás: 58 kg.


Passei então a me pesar de 15 em 15 dias, mesmo que me desse borboletas de ansiedade no estômago com o medo de engordar apesar de todo o sacrifício de dietas, shakes e rotina de exercícios.
Ah, vou ser sincera, na última semana perdi o controle e sucumbi a tentação de delícias calóricas.  
 (Inclusive foi por isso que fiz esse blog, para buscar inspiração e sabedoria nos momentos em que a dispensa parece pequena para o tamanho da sua fome).

Tomei consciência de que se quiser chegar a minha meta sem prejuízos teria que encontrar a coragem e ir para a farmácia descobrir qual era a proporção do prejuízo: fui de 72 kg para 69,5 kg!
Eu sei que é ainda estou longe de minha meta, com o IMC ainda em 21,4, mas apenas por sair da casa dos 70 kg já é um alívio!

Meu dia foi bom, talvez por estar com a mente ocupada e flutuando de alegria (embora meu peso ainda me afunde), não perdi o controle.
Assim que acordei tomei uma xícara de leite em pó desnatado com canela. Ainda de manhã fui resolver algumas coisinhas no centro comercial da cidade e almocei um copo de suco de pêssego, laranja e gengibre. Na janta comi duas torradas Wickbold com um pouco de Philadelphia Light.

Na Riachuelo uma senhora me parou para dizer que eu era bonita e estilosa <3
Achei tão fofo quanto assustador! Queria que esses elogios esporádicos fossem mais forte do que minha autocrítica. Acredito que isso seja bem comum para pessoas com T.A.

Outro motivo de satisfação foi ter encontrado tantos blogs Ana & Mia!
Andei desmotivada dias atrás pela dificuldade em encontrar blogs que ainda fossem atualizados pelas suas donas. Foi difícil encontra-los mas o esforço foi válido!

Bom encontrar pessoas que sentem as mesmas angústias, alegrias e tristezas.
Muitas vezes me sinto guardando um segredo, sem poder desabafar, dizer o que te machuca e o que te faz sentir nas nuvens. Complicado quando a sua vida se torna um tabu.

Mas agora isso acabou, não vai ser mais assim.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

† Olá Mundo! †

Não fazem muitos dias que decidi começar com este blog.
Já tive outros, contudo nenhum que dedicasse a falar unicamente da Ana. Admito que me encontro cheia de meios e receios. Sim, ainda a Ana é um tabu, cheio de preconceitos e retalhações.

A Ana me acompanha desde os 12 anos, mais ou menos, sendo mais forte em alguns períodos da minha vida. Ela é assim, se distancia por alguns anos, mas nunca realmente vai embora. Um belo dia ela aparece no seu reflexo do espelho com olhos de negação e te leva a fazer coisas que contando talvez alguns não se conformem.

Contudo, a Ana é minha amiga por mais que tenham tentado expulsa-la da minha vida por quase 14 anos. Por mais que digam que ela tenta me levar por estradas erradas, por mais que me digam que ela apenas quer me destruir, a grande contradição de nossas vidas é que há males que tem um rosto agradável, essa é a ANA. E ela me faz mais bonita.